Funcionamento familiar e tentativa de suicídio por envenenamento em adolescentes

Juliana Lourenço de Araújo Veras, Tatiana de Paula Santana da Silva, Cintia Tornisiello Katz

Resumo


Objetivou-se avaliar o funcionamento e o risco familiar sob a ótica dos adolescentes vítimas de tentativa de suicídio por envenenamento e seus responsáveis. Trata-se de um estudo do tipo série de casos, onde a amostra foi composta por 30 adolescentes de 10 a 19 anos de idade, com história de tentativa de suicídio e, os pais e/ou responsáveis que residiam com os adolescentes. Os dados foram coletados através de 4 instrumentos: formulário de dados sóciodemográficos, formulário de dados sobre as tentativas de suicídio, Critério de Classificação Econômica do Brasil (ABEP/2008) e a Escala de Avaliação da Adaptabilidade e Coesão Familiar. Em relação à avaliação do funcionamento familiar, a maioria dos adolescentes classificaram suas famílias como “desligadas” (83,3%), já os responsáveis como “separadas” (36,4%), na dimensão coesão. Na dimensão flexibilidade, os adolescentes classificaram suas famílias como “estruturadas” (40,0%) e os responsáveis como “caóticas” (45,5%). O risco familiar foi considerado médio entre os adolescentes (56,6%) e responsáveis (68,2%). Esses resultados forneceram uma representação inicial sobre o funcionamento familiar e a tentativa de suicídio, e remetem à importância da abordagem das relações familiares, por parte dos serviços de saúde no atendimento de adolescentes com comportamento suicida.

Palavras-chave


Suicídio; Tentativa de Suicídio; Adolescente; Relações familiares.

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