Roda de chimarrão como instrumento promotor de saúde na realização da atenção básica: um artefato cultural, ético e político

André Alexey Polidoro, Marco Aurelio da Ros

Resumo


A reflexão sobre promoção da saúde exige o entendimento da complexidade deste termo e dos seus vários significados, os quais condicionam práticas diversas. O Sistema Único de Saúde, apesar de institucionalizado, possui sua base teórica e seus pressupostos antagonizados pelas ações hegemônicas em saúde, nas quais há pouco ou nenhum espaço para a construção de sujeitos autônomos ou de promoção à saúde propriamente dita, atuando com foco nas doenças. Porém, a educação popular, a promoção à saúde e a determinação social do processo saúde-doença contribuem para o estabelecimento de ações em saúde que tenham como principal efeito o protagonismo dos sujeitos envolvidos. Em se tratando de grupos populares, tanto a teoria quanto a prática encontram fundamentos na pedagogia atribuída a Paulo Freire e nas concepções de Antonio Gramsci. Este artigo é decorrente de pesquisa realizada como dissertação de mestrado, e tem como objetivo compreender como a roda de chimarrão pode ser um instrumento promotor da saúde na atenção básica, como artefato ético, político e cultural. O trabalho foi realizado com vinte sujeitos participantes em uma unidade de saúde da Estratégia de Saúde da Família, localizada numa cidade do litoral de Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que faz uso da pesquisa-ação participante, através do círculo de cultura. Em sua análise e considerações finais, podemos verificar que através da categoria gramsciana de subalternidade, avançou-se em relação ao objetivo.


Palavras-chave


Promoção da Saúde; Ilex paraguariensis; Centros de Saúde

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Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.