Áreas Verdes: Espaços Urbanos Negligenciados Impactando a Saúde

Renata Bernardes Faria Campos, Josiane Marcia Castro

Resumo


A relação homem, meio ambiente e saúde é ampla e se projeta sobre a perspectiva de uma melhor qualidade de vida. As dificuldades urbanas enfrentadas atualmente, tais como poluição do ar e da água, enchentes, barulho em excesso, violência, entre outros, causam sérios prejuízos à saúde física e mental da população. No intuito de minimizar estes problemas, as áreas verdes, em especial as públicas, vêm sendo destaque pelos benefícios que podem trazer para a saúde e bem-estar por meio da melhoria da qualidade ambiental e de vida da população ao desenvolver funções ecológicas, sociais e de lazer. Nesse contexto, o presente trabalho trata a conservação de áreas verdes, nos espaços urbanos, como uma atividade que demanda essencialmente o diálogo interdisciplinar. Buscou-se identificar a importância das áreas verdes para melhoria da saúde da população, através de uma pesquisa bibliográfica acerca da temática, adotando-se como critérios de inclusão artigos publicados em periódicos científicos e os descritores: “interdisciplinaridade”, “áreas verdes”, “qualidade de vida”, “gestão” assim como combinações e variações destes descritores. Conclui-se que o processo de gestão pública para a conservação de áreas verdes urbanas, demanda a abordagem interdisciplinar, capaz de considerar a complexidade de fatores que concorre para sua efetivação. Para tanto, faz-se necessário considerar sua caracterização física e socioambiental, assim como as funções ecológicas, sociais, estéticas, educativas e psicológicas, destes locais que ampliam a qualidade de vida da população de seu entorno, sendo decisivos para a sustentabilidade urbana em longo prazo.


Palavras-chave


engenharia ambiental, planejamento ambiental, qualidade de vida e saúde ambiental

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Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.